A sabedoria providencial das
leis divinas se revela nas menores como nas maiores coisas, e esta sabedoria
não nos permite duvidar da sua justiça nem da sua bondade. Se pudéssemos
ouvi-lo quando questionamos nossas vidas, nossas dificuldades, um possível desamparo
divino, com certeza ouviríamos de Deus o seguinte:
Eu não afirmei que apoiaria teus passos, mas dei-te
discernimento para escolher os teus caminhos.
Eu não te disse que só terias alegrias, mas dei-te
força para superar as dores.
Eu não te prometi riquezas materiais, mas dei-te
potenciais para alcançar a fortuna.
Eu não te garanti familiares sempre dóceis e
afáveis, mas coloquei em ti a exercitável tolerância.
Eu não te presenteei com um mundo de paz, mas
dei-te voz para levá-la aos quatro cantos dele.
Eu não falei que o egoísmo não te abateria, mas
dei-te o pão para ser dividido.
Eu não te imunizei contra vícios, mas dei-te
competência para escolher o que te beneficia.
Eu não reservei para ti apenas fiéis amigos, mas
pus em ti capacidades de compreensão e de perdão.
Eu não te assegurei que serias saudável sempre, mas
te tangi com a Fé que pode sanar os males.
Eu não bradei que protegeria os teus pensamentos,
mas deixei-te a inteligência para escolhê-los.
Eu não te dei garantias de sucesso nem de fama, mas
apliquei em ti talentos para alcançá-los.
Eu não declarei que não terias decepções, mas
dei-te o dom de intuir suspeitas intenções.
Eu não te deixei a ilusão de que todos te amariam:
eu disse que EU te amaria para sempre e incondicionalmente.
Eu não te prometo que terás tudo que posso dar-te,
mas tudo te será dado se antes tu fizeres a tua parte.”
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